sábado, 14 de janeiro de 2012




O PELEGUISMO DO NOVO MILÊNIO,

UM MANIFESTO PELA DEMOCRACIA





Controlar a atuação dos sindicatos e das associações representativas de classe sempre foi interesse de qualquer Governo. Afinal, ter na mão os sindicalistas que deveriam, em tese, representar os interesses dos associados, é um importante poder de barganha, que comumente é utilizado para oprimir e dividir aqueles que mais necessitam do cumprimento dos seus direitos.

Assim como no tempo de Getúlio, onde os pelegos buscavam contornar as dificuldades impostas pelos sindicalizados aos planos do governo, no tempo de Jatene, os novos-velhos pelegos, da era da informação, utilizam-se dos mesmos artífices para fomentar a discórdia e a ganância desenfreada.

A chapa União e Luta, democraticamente constituída, se eleita for, terá a missão de defender os interesses da classe, tão desrespeitada ao longo de décadas, como bode expiatório social, principalmente em razão do período ditatorial, os Delegados foram e, ainda o são, execrados e massacrados.

Não há dúvidas, somos conscientes das nossas deficiências e que a carreira tem muito a avançar, principalmente na busca de uma sociedade mais justa. Acontece que com os meios e as condutas que hoje estão em uso, e isso não diz respeito exclusivamente ao Estado do Pará, mas aqui os contrastes são acentuados, a atuação repressiva da Polícia Judiciária e, por conseguinte, dos seus chefes, os Delegados de Polícia, está direcionada aos nichos mais necessitados da população. Aqueles que não contam com os serviços do Estado: saúde, educação e segurança.

Para que possamos implementar uma Polícia Judiciária de Estado, e não de Governo como hoje está colocada, temos que fortalecer as entidades representativas de classe, sentar na mesa de negociação, trabalhar politicamente e principalmente, defender incondicionalmente os interesses daqueles que contribuem com a vida associativa e esperam que seus direitos sejam bem representados.

Toda e qualquer ação que não caminhe nessa direção, está eivada de vícios, e acaba conduzindo a vida do sindicato, da associação, aos interesses políticos do Governo, que hoje está no poder, mas que daqui a algum tempo não estará mais. O poder é efêmero, talvez piegas, mas inegavelmente sábio.

Talvez essa aparente contradição (na visão governista), associações representativas em inegável luta, tenha motivado os representantes do Estado, a sair da sua posição democrática e respeitosa, para começar uma luta desenfreada com a finalidade de influenciar nas eleições da Associação dos Delegados de Polícia do Pará (ADEPOL/PA).

Dia 20 de janeiro aproxima-se. Pode ser considerado o dia“D” da classe dos Delegados. Será o dia a não ser esquecido. A eleição que decidirá os rumos da categoria nos próximos dois anos.

A chapa União e Luta espera que o processo transcorra democraticamente, e que os Delegados, todos, sem qualquer exceção, possam decidir de acordo com as suas consciências, livres de qualquer ingerência externa, como por exemplo, o afamado DAS, ou de qualquer outra conduta coercitiva imposta.

Essa liberdade é extremamente importante para que tenhamos um resultado que demonstre claramente o interesse da maioria, mas que também reflita a maturidade da classe, essa, que sofrida, vive a discutir, mendigar e nunca conseguir conquistar seus direitos.

Outra questão, diz respeito à luta das demais associações que representam não só os servidores da área de segurança, mas também dos servidores da justiça, do Ministério Público, da área de saúde, da educação etc.

A chapa União e Luta sempre apoiará qualquer reivindicação salarial proveniente de qualquer entidade de classe. O que não tolerará é a manipulação política de associações ou sindicatos, de maneira ardilosa, com a única finalidade de desconstituir negociações que envolvam nossa categoria.

O que vimos no dia de hoje (14/01), quando abrimos o jornal “O Liberal”, foi verdadeira farsa, que acaba desdenhando o trabalho realizado pelas associações representativas no ano de 2011.

Surpreende os argumentos apresentados pelo representante do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil sobre dois aspectos. O primeiro, diz respeito ao permanente estado de greve; novidade, que nos parece, não chegou ao conhecimento dos companheiros da Polícia Civil, haja vista os rumores que são divulgados nos corredores das Delegacias, que contradizem tal informação, inclusive indo no sentido contrário, já que muitos colegas, investigadores e escrivães, não se sentem representados pelos seus sindicalistas. O segundo, a crítica à mobilização dos Delegados de Polícia. Tal fundamento vai de encontro a tudo que dispusemos sobre representação sindical, ou seja, um representante que se surpreende com a conduta ativa frente ao governo na busca de direitos sonegadas há décadas. Qual o interesse?

Ao contrário, nós da chapa União e Luta, não dependemos de favores do Governo e nos sentimos honrados em discutir, debater, contradizer e negociar nossos interesses, apoiando toda ação que busca a consolidação de direitos, conduzida dentro dos princípios da responsabilidade e do compromisso, pelas demais classes trabalhadoras que compõem o núcleo de servidores que, contra todas as dificuldades, prestam serviços públicos aos cidadãos paraenses.

Caso sejamos vitoriosos na eleição vindoura, as portas da ADEPOL/PA estarão sempre abertas para os representantes sindicais das demais categorias de servidores públicos do Estado do Pará.



Um comentário:

  1. Esse colega do Sindicato do servidores não é aquele que tem um parente, parece que a esposa, com DAS no Governo do Estado? Se alguém souber a resposta, por favor!

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