ADEPOL: A VERDADE PELO DELEGADO FERNANDO FLÁVIO
Caros(as) Colegas Delegados(as)
Em abril/2010, estava eu, na direção da Seccional Urbana da Pedreira, quando por volta das 11h recebi a ligação de um colega, que naquela ocasião, falava do prédio do SINDELP, o qual me fez um convite para integrar a chapa MUDANÇA e COMPROMISSO que iria concorrer ao pleito da ADEPOL/2010. Aceitei o convite que horas antes havia recusado da chapa concorrente.
Confesso que fiquei surpreso ao saber que concorreria para membro da diretoria, mais exatamente ao cargo de diretor jurídico, no entanto, antes me certifiquei que a nova chapa, construída dentro do SINDELP,não havia em sua composição pessoas que já integraram o alto escalão do Governo e da Polícia Civil .
Já inscrita a chapa, passamos a nos reunir na sede do Alegria Esporte Clube, localizada no bairro da Pedreira e lá algumas vezes, estiveram presentes os delegados Luiz Fernandes e Nilton Ataide. Muitas reuniões fizemos, inclusive em meu apartamento, foram nessas reuniões que traçamos nossos objetivos enquanto chapa.
A vitória da chapa Mudança e Compromisso por 11 (onze) votos de diferença trouxe para mim a esperança de fazer parte efetivamente de um grupo empenhado e compromissado em defender, a qualquer custo, os interesses da categoria, porém não sabia que mais tarde esse grupo seria esfacelado pelo poder do DAS, sendo eu, o único sobrevivente dessa praga chamada Direção e Assessoramento Superior, a qual sem dó nem piedade carcome a instituição Polícia Civil.
Tenho escutado de vários amigos delegados(as) que o DAS da Polícia passou a ser, em razão dos baixos
salários pagos à categoria, um desagregador, um divisor de personalidade, pois quem nunca o teve quando, de alguma forma ou meio é agraciado faz de tudo para não perdê-lo e o sentimento mais comum e presente nessas pessoas é o medo, medo de contrariar seu chefe imediato, medo de perder o DAS, medo de ser removido para locais indesejados, medo de reduzirem o seu DAS , medo de tudo que se imagina. Medo esse que o faz paralisar.
salários pagos à categoria, um desagregador, um divisor de personalidade, pois quem nunca o teve quando, de alguma forma ou meio é agraciado faz de tudo para não perdê-lo e o sentimento mais comum e presente nessas pessoas é o medo, medo de contrariar seu chefe imediato, medo de perder o DAS, medo de ser removido para locais indesejados, medo de reduzirem o seu DAS , medo de tudo que se imagina. Medo esse que o faz paralisar.
Faço questão de ressaltar que fui, de todos os integrantes da chapa MUDANÇA E COMPROMISSO, o único que entregou o cargo em comissão (DAS-3) que eu detinha como diretor da Seccional Urbana da Pedreira para ficar à disposição da ADEPOL (ressaltando que não tenho DAS incorporado!), pois sempre achei, por obviedade, que exercer cargo de confiança é incompatível com a figura do sindicalista ou integrante de qualquer entidade de classe, o qual por diversas vezes terá que se confrontar com os ocupantes do poder para defender a categoria da qual é representante, ao contrário do que ocorreu com o presidente à época que acumulou as duas funções, por mais de 6 meses, e por isso muitas vezes foi criticado ou serviu de chacota para vários colegas delegados (as).
Chamo atenção dos colegas, que hoje a chapa concorrente apresenta na sua composição, especialmente na diretoria, majoritariamente ocupantes com DAS como tínhamos em 2010, sendo que a única diferença fica na origem de sua criação, que desta vez não partiu da sede do SINDELP e sim do prédio da Delegacia Geral ou outro órgão superior, quem vai saber?
A minha preocupação e acredito que seja de todos aqueles delegados (as) que estão acompanhando as manobras de intervenção na ADEPOLl e no SINDELP, é de não permitir que nossas entidades de classe voltem a ser FANTOCHE ou MARIONETE (origina-se do termo marionette, do francês; Boneco, pessoa, animal ou objeto animado movido por meio de cordéis manipulados por pessoa oculta atrás de uma tela) OU QUE SIRVA de TRAMPOLIM (meios nem sempre lícitos de que alguém se serve para alcançar certos objetivos, posição social ou situação econômica vantajosa) para se conseguir cargos de direção.
A situação é muito preocupante, pois temos um estatuto caduco datado de abril/1984 que não proíbe o acumulo (direção da ADEPOL e DAS). E diante desse quadro fica o seguinte questionamento: como vão ficar nossas lutas, nossas ações judiciais em prol dos colegas do interior, o respeito a carga horária, a proibição de acúmulo de Circunscrições – sem o devido pagamento -, o respeito a hierarquia e muitas outras situações?
Nesse quase um ano à frente da ADEPOL, procurei seguir a minha ideologia classista, ou seja, trabalhar em conjunto com as outras entidades de classe (SINDELP e ADAPPA), procurando garantir
aos colegas, o respeito à jornada de trabalho, salário justo, dignidade, valorização profissional e o uso de suas outras prerrogativas e direitos sonegados pelos governantes.
aos colegas, o respeito à jornada de trabalho, salário justo, dignidade, valorização profissional e o uso de suas outras prerrogativas e direitos sonegados pelos governantes.
Desenvolvendo esse trabalho sindical e associativo tivemos que, inevitavelmente, ir para o embate com os gestores atuais da Polícia Civil e até mesmo diretamente contra o atual Governo Estadual, fato que culminou com a taxação de subversivos, comunistas e petistas.
Sobre essas expressões aplicadas de forma pejorativa, já me pronunciei em outras ocasiões, afirmando que o meu partido é o: PARTIDO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PARÁ.
Existem pessoas que tem o dom de se aproximar de quem está no poder, para de alguma forma receber benesses, no entanto para mim, esse dom vem de forma inversa, pois entendemos que a oposição é essencial e salutar à democracia. Não a oposição pela oposição, mas a necessidade de contraponto, pois o exercício do poder envaidece e por vezes cega e, se não houver alguém que fique atento aos abusos decorrentes desse exercício sem freios do poder, certamente com o tempo virão os vícios, arrogância, as ilegalidades e tudo o que é imoral.
Poderia aqui, para finalizar minha escrita, enumerar várias ações já impetradas na justiça contra os atos, não de indivíduos, mas de representantes da Delegacia Geral, da Corregedoria, de Diretorias, enfim, na defesa intransigente dos associados, porém, na verdade o que queremos neste momento é mostrar para todos os colegas que somos independentes, não temos apego a DAS, não temos conchavos com o poder, não temos parentes empregados no governo, não temos medo da ira da cúpula da Polícia Civil, pois nossos objetos são únicos, ou seja, melhoria salarial, salário digno, respeito à decisão judicial da isonomia, dignidade, respeito e valorização do profissional Delegado de Polícia com o consequente exercício de prerrogativas da função e quem sabe em um futuro bem próximo, aplicação da inamovibilidade e foro especial.
Espero que o perfil traçado nessas poucas linhas que por sinal é o que representa todo o grupo que faz parte da chapa UNIÃO E LUTA, seja também o seu, pois a UNIÃO faz a força e a LUTA é árdua e permanente.
Delegado de Polícia Civil

Verdade sim eu estava no momento dos fatos.
ResponderExcluirPapo furado!!! Q. estória é essa? hum, hum...
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