quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O espírito de derrota e as eleições da ADEPOL/PA

Percebe-se, em razão do imbróglio criado diariamente pela chapa “mudança e atitude”, que provavelmente o deslinde da eleição da ADEPOL no ano de 2012, será mais uma vez no Poder Judiciário.
Com o intuito dos piores defensores, que advogam contra sua própria causa por interesses particulares, os representantes da chapa adversária interpõem diariamente requerimentos e argumentos contestando fatos diminutos, com fundamentos que beiram ao ridículo, alegando de todas as formas que a chapa ÚNICA CHAPA VERDADEIRA, UNIÃO e LUTA, seria privilegiada no pleito vindouro.
Tentam desfazer o trabalho, apegam-se a coisas sem a menor importância, tentam causar todo tipo de conflito, fomentam a todo custo a discórdia entre os colegas. Esforço daqueles que nunca tiverem o foco, daqueles que quando deveriam se posicionar contra os abusos, não souberam ou não tiverem a intenção de fazê-lo.
Num dia assumem um compromisso, no outro, desdizem o que afirmaram anteriormente. Parece que teremos que filmar e gravar as reuniões entre a JUNTA GOVERNATIVA, a ÚNICA CHAPA VERDADEIRA, UNIÃO E LUTA e a chapa “mudança e atitude”, não dispensando pelo menos cinco testemunhas, para que realmente possamos valer o que se tem acordado. Afinal, palavra de homem está em extinção.
Sabemos que vários colegas integrantes da chapa CONSTITUÍDA SOB MEDIDA, MAS SEM MEDIDA, alinhada com o governo do Estado (CHAPA DAS) criticaram e proliferaram nos corredores das Delegacias as atitudes despóticas que foram tomadas com relação à implementação da “nova” SEGUP, dos famosos e inesquecíveis patrulhões, da maneira como a gestão seguiu conduzindo a Polícia Civil, fazendo mais do mesmo. Muitos colegas da chapa adversária, em comparativo com o governo passado, afirmavam, nada mudou, segue a mesma coisa!
Hoje, esses colegas surgem com um discurso sem conteúdo. É sem conteúdo porque ninguém esquece o que disseram no passado recente, onde debaixo de quatro paredes bradavam “indignados” sobre os abusos que sofriam. Esqueceram de tudo quando eram apenas mais um, imaginem, se hipoteticamente, tiveram que assumir uma posição de vanguarda na defesa dos direitos dos Delegados de Polícia Civil. Hoje estão alinhados com essas pessoas que criticavam. Não entendemos como os seres humanos conseguem mudar seus comportamentos nas medidas dos seus interesses. Se realmente quisessem defender os direitos da categoria, pelo menos que constituíssem uma chapa com espírito democrático e não matematicamente formulada nos gabinetes da DG, por incrível que pareça, sem a participação dos maiores interessados: os componentes.
Sabemos que muitos dos integrantes da chapa “mudança e atitude” estão desgostosos, insatisfeitos, contrariados, justamente porque não foram incluídos democraticamente, mas sim, como nos melhores atos ditatoriais, na CANETADA.
Da maneira como foi constituída a chapa adversária, será que se lembrarão dos colegas Delegados que estão no interior; daqueles que não possuem um DAS, que são a maioria, que vivem dos seus minguados salários; daqueles que sofrem com doenças; daqueles que necessitam de uma representação a altura, não apenas para postular melhores salários, mas para se posicionar contra toda forma de abuso.
Abuso como vimos no final do ano passado, no apagar das luzes, a edição, promulgação e publicação da lei da dita “nova” SEGUP, que na visão da ÚNICA CHAPA VERDADEIRA, UNIÃO e LUTA, trata-se de um dispositivo INCONSTITUCIONAL em vários pontos, que usurpa as funções da POLÍCIA JUDICIÁRIA e as coloca num verdadeiro sopão de atribuições, conferindo ao SISTEMA as funções que são exercidas pela POLÍCIA CIVIL.
Senhores, quem irá questionar tais fatos, a chapa “mudança e atitude”? Será que terá atitude para tal medida? Até o presente momento não vislumbramos nenhum dos integrantes da chapa adversária contestar ou pelo menos discutir a lei que foi imposta!
Em especial aos novos Delegados de Polícia, informamos que além da negociação salarial, as discussões das nossas prerrogativas assumem papel importante na perspectiva de futuro de uma carreira jurídica.
A seguir como está provavelmente em pouco tempo os nobres colegas que escolheram a profissão porque tinham vocação, na nossa visão uma das mais importantes funções da justiça criminal, irão parar em algum patrulhão em detrimento da investigação, estarão a pedir permissão para conduzir um inquérito policial, não terão a menor autonomia ou independência no exercício das suas atividades. Isso tudo está sendo discutido pela chapa UNIÃO e LUTA, mas não vemos essa profundidade nos argumentos apresentados pela chapa adversária.
De outra forma, percebendo que os rumos das ações intentadas pelos companheiros da chapa “mudança e atitude”, seguem para uma possível tentativa de anular o resultado das eleições do dia 20 de janeiro, onde os associados irão decidir os rumos da ADEPOL/PA. Lembramos que os associados e somente eles tem legitimidade para decidir quem irá conduzir a ADEPOL/PA.
Mas nós da chapa UNIÃO e LUTA bons competidores que somos, estamos lutando para ganhar a eleição no VOTO, no TRABALHO e na DISCUSSÃO, não em futuros subterfúgios jurídicos, plantados, colocados, engendrados, conforme costuma acontecer. Não é de hoje essa conduta, não é de hoje que assim se comportam pessoas desprovidas de sentimento coletivo.
Esperamos que os colegas da chapa “mudança e atitude” saibam competir e que se derrotados, entendam que saber perder é um dom, senão uma grande característica humana. A derrota costuma influenciar muito mais nos rumos da humanidade do que a vitória. Exemplos não faltam. Desta forma, como vencedores na eleição, estaremos mais uma vez com as portas abertas aos colegas da chapa constituída na CANETADA, esperando que eles possam contribuir com os rumos da carreira.

Um comentário:

  1. Sempre ouvi dizer que a classe dos delegados era a mais desunida das carreiras jurídicas e não entendia bem o porquê, talvez pelo fato de eu trabalhar no interior e ficar bem distante das disputas pelo poder que hoje presencio, agora que estou na capital.
    É triste constatar que alguns de nossos colegas esqueceram a luta de classe para atender seus interesses individuais... Entendi que muitos deixaram de lado o futuro da categoria por um plano de governo, encantados por um DAS, pelo “status” de assumir uma diretoria e se ver maior que os demais...
    Nessas eleições para ADEPOL, vote na chapa que vc acha que vai defender melhor nossos interesses. Eu, particularmente, entendo que quem ocupa uma função de confiança junto ao atual governo não terá a total liberdade para reivindicar nossos direitos, para pressionar por mudanças que são necessárias, por medo de perder o tal DAS, pois em nossa instituição as retaliações são automáticas e poucos vão querer se indispor, colocando em risco seu interesse particular, para defender a classe. E o Governo quer isso mesmo, uma associação fraca, que tenha medo de reivindicar, que fique apenas esperando pela sua boa vontade em nos oferecer migalhas...
    Imagine uma empresa, vc acha que o empresário, dono do negócio, vai nomear o sindicalista como seu empregado de confiança?!!! Claro que não. Ou vc está ao lado da classe ou ao lado do patrão. Acredito ser incompatível o exercício do mandato classista com a ocupação de um cargo de confiança, pela tal falta de liberdade que já mencionei. Aliás, lembram do peleguismo?!
    Em agosto de 2011 eu estive presente no primeiro encontro dos delegados do Estado do Pará e sabem de uma coisa? Não me lembro de ter visto nenhum dos membros da diretoria da chapa “mudança e atitude” lá para discutirem sobre nossas prerrogativas, ou melhor, a falta delas, para se inteirar dos projetos de lei em âmbito nacional que dizem respeito a nossa carreira etc. Não vi no evento as pessoas que hoje querem nos representar.
    Ouvi também de um colega, antes da constituição das chapas, que ele não tinha o menor perfil para representante classista, mas hoje ele integra a citada chapa, fato que me surpreendeu... Não vou citar nomes para não tornar a situação delicada, mas ele sabe que estou falando a verdade e para mim isso basta.
    Peço, então, aos colegas que pensem bastante em quem tem melhor condições de nos representar, esqueçam seus interesses individuais, pensem na coletividade, pois só conseguiremos nos tornar uma classe forte se nos unirmos de verdade. Não se deixem levar por um plano de governo, ele só dura 4 anos.

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