sábado, 28 de janeiro de 2012

Extraído do blog do Delegado Moraes

O efeito do xá (ou chá?)




O capitão PM RR (reserva remunerada) IVANILDO ALVES como dublê de jornalista cultiva os traços da chamada “imprensa marrom” voltada ao sensacionalismo barato.
Apesar de sua formação castrense, professor de Direito e integrante da Academia de Letras paraense não prima pela verdade.
E ele utiliza a coluna do jornal AMAZÔNIA para externar esse lado obscuro de sua personalidade, usando da ofensa à honra alheia, difundindo informações falsas para o deleite de seu conturbado interior.
Para se ter uma ideia, uma de suas obras, que inclusive lhe deu inexplicável prêmio literário, ele grafa várias vezes a palavra chá (bebida) como se fosse xá (título do soberano da antiga Pérsia), referindo-se a um personagem seu que obtém na feira do Ver-o-Peso vários tipos de ervas e cascas de pau para fazer chás.
Parece que Ivanildo fez a ingestão desses xás (sic) resultando num efeito devastador em sua cabeça.
E agora como dublê de jornalista ele se faz de leso para publicar suas diatribes. Já nos manifestamos sobre esse comportamento que parece doentio, se referindo à classe dos Delegados de Polícia.
Por onde passou Ivanildo Alves o fez de forma apagada, seja como vereador, deputado e secretário de Segurança Pública.
Não se reelegeu porque ficou desacreditado por seus eleitores, a grande maioria praças e oficias da PM, que se decepcionaram com seu desempenho pois esqueceu seus eleitores tão logo assumiu.
Como titular da Segup era como a “rainha Elizaberth”, reinava, mas não governava, apenas como figura decorativa, pois quem dava as cartas era o então secretário especial de Defesa Social, saindo dali para a Ctbel fazendo também uma gestão apagada.
Foi sintomático o objetivo de suas referências ao delegado João Moraes em sua coluna, fazendo uma alusão ao desempenho das entidades classistas da Polícia Civil que tem Moraes como presidente do Sindicato dos Delegados, para mais adiante dizer que este obteve 4 votos nas prévias do PT. Não foram 4, foram 20! E nem foram 9.000 eleitores, mas apenas 3.000.
Mas, seja qual tenha sido o número de votos, foram num contexto em que prevaleceu a manipulação, o chamado voto de curral, a força do capital e outros ingredientes que não se coadunam com o socialismo pregado pelo partido.
Parece que os chás ou xás (na grafia do escritor Ivanildo Alves) que ele ingeriu devem ter agido como alucinógeno em sua pobre cabeça.




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

VITÓRIA NA 1ª BATALHA

Depois de meses e meses de incansáveis batalhas, esforços demasiadamente desgastantes para as representações classistas e nossos companheiros associados, eis que no dia de hoje (25 de janeiro de 2012) conseguimos o início de nossa vitória nesta verdadeira guerra pela reconquista de nossos direitos como profissionais das carreiras jurídicas, inseridos na segurança "pública".

Devemos porém ressaltar que o governo, mesmo muito atrasado em suas ações para com a nossa classe, se mostrou cooperativo e entendeu que o solicitado nada mais era que o resgate da dignidade de todos os nossos companheiros.

O nosso sentimento é de extremo orgulho com esta conquista, pois isso é a demonstração de que o voto de confiança a nós depositados foi e sempre será honrado com batalhas que em muitos momentos nos parece intermináveis, mais que mesmo assim não nos deixou abater o espírito e nos fez caminhar para o seu desfecho que hoje se inicia de forma positiva.

Viva aos Delegados do Estado do Pará... Porque já dizia aquela frase: "Que neste país é no norte é que se encontram os fortes" e unidos essa categoria sempre será forte.

domingo, 22 de janeiro de 2012



A festa da democracia


Como já veiculado, a eleição da Adepol-PA foi uma festa.
Eis alguns registros fotográficos desse evento histórico:


Após declarado o resultado, integrantes das duas chapas concorrentes posam para a posteridade


Três mulheres compuseram a Comissão Eleitoral - Luzia, Maria e Indira. Ao lado os fiscais das chapas











Lição de união, luta e esperança



Recebemos de um colega, a mensagem abaixo transcrita, no e-mail da chapa “UNIÃO & LUTA”, na qual ele expressa sua confiança no trabalho dos colegas que a integram e a esperança no futuro próximo. Vale a pena ler a mensagem que centenas dos colegas a receberam também. Leia a mensagem com pequena edição, sem alterar seu conteúdo, sua essência, adaptando da linguagem eletrônica à formal linguística:


“Boa Tarde Vencedores,

Acho que vencedores somos todos nós colegas, que nos dispusemos a promover o debate; agora que se desfaçam as diferenças e se aglutinem num só sentimento de UNIÃO E LUTA pela categoria dos DELEGADOS QUE PRECISA URGENTEMENTE DE VALORIZAÇÃO E, LOGICAMENTE, AUMENTO SALARIAL!!!

Espero que os colegas exerçam a representatividade obtida com responsabilidade e COMPROMISSO com os colegas DPC(S), buscando sempre o que for realmente almejado pela categoria, clamando também aos colegas para seguir o show de união e perseverança dos com irmãos PM(s), que não se moveram até sob chuva.

Enfim, que se aproveite o momento favorável à segurança pública para auferirmos tudo o que for possível para compensar o esquecimento da carreira que seguimos por sacerdócio, como doadores universais do que mais se espera de um funcionário público: resultado e proximidade com os seus.



O esperançoso”.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Compare.

Governo Jatene recua, greve da polícia é suspensa, mas tudo indica que movimento vai continuar

O governo Jatene recuou, como todos sabíamos que recuaria.
Foram mais de 10 horas de pressão, ao som do hino do Pará, com o que Polícia Militar e Corpo de Bombeiros conseguiram perturbar o Governo. 
Porém, se a greve terminou, a tensão continua, porque a categoria continua insatisfeita.
Quando se compara os ganhos obtidos com a negociação pelas polícias do Pará e do Ceará, percebe-se porque, no Pará, a categoria continua insatisfeita.
O reajuste salarial concedido é insuficiente. As vantagens ficam aquém das que foram concedidas à segurança pública do Ceará. 
Todos sabemos que não deixa de ser uma vitória do movimento sobre um governo que não pretendia conceder nada à categoria. 
Uma vitória que fortalece a reivindicação dos delegados paraenses, que se reunirão com o Governo Jatene na próxima segunda-feira. Uma reunião que Jatene já adiou por 12 vezes.
Uma vitória que fortalece a categoria para avançar nas negociações.
Ou seja: as coisas ainda não estão em paz. Nos quartéis, há quem preveja um novo movimento de greve.
O hino do Pará, ao que parece, vai continuar azucrinando os ouvidos sensíveis do Governo Jatene.

Para comparar o resultado das negociações do Pará com as do Ceará:

No Pará:
  • reajustes que variam de 18% a 26% aos salários;
  • intersídio de 5% para os praças;
  • ganho de 70% sobre a gratificação de risco de vida
  • ganho real de 7%.
Não atendido no Pará:
  • alteração do prazo de implantação da jornada de trabalho para 40 horas semanais; 
  • adicional de interiorização;
  • auxílio fardamento para cabos e soldados;
  • mais 30% na gratificação por risco de vida. 
No Ceará:
  • anistia a todos os policiais e bombeiros militares que participaram do movimento, livrando-os de qualquer processo disciplinar e administrativo;
  • incorporação definitiva nos salários de toda a tropa da PM e dos Bombeiros da gratificação no valor atual de R$ 920,18, que vinha sendo paga somente aos PMs que trabalham no turno C (das 6 às 22 horas). 
  • desse modo, o salário de um soldado (posto mais baixo da corporação) será de R$ 2.634,00; 
  • retroatividade doas vantagens no vencimento ao dia 1º de janeiro de 2012;
  • reajuste no valor do vale-refeição para policiais e bombeiros, que será de R$ 224,00 por mês. 
  • os ganhos estabelecidos no acordo serão estendidos aos inativos e pensionistas das duas corporações militares.

Governo atrasa.

A verdade sobre a greve PM/BM (01): Governo desrespeita os militares estaduais e se atrasa 07 horas para negociar

No dia 18, quarta-feira, os militares se reuniram na Avenida Pedro Miranda, em frente a sede da Associação dos Militares da Reserva – ASPOMIRE para decidir se deflagrariam ou não a greve. Nesta oportunidade, foi informado pelos pseudo-representantes dos militares que o Governador do Estado receberia uma comissão, às 09 horas do dia seguinte (19), no Centro Integrado de Governo (CIG), para negociar com categoria.
No dia 19, quinta-feira, às 09:00 h, milhares de militares compareceram ao CIG para acompanhar as negociações, porém somente às 16:00 h os representantes do governo compareceram ao local, pressionados pela informação de que às 17 horas a greve seria iniciada se ninguém comparecesse para negociar com a categoria.   
Somente 07 horas depois do horário marcado os representantes do governo compareceram ao CIG para negociar, demonstrando enorme desrespeito com os militares (MAIS DE DOIS MIL) que se aglomeraram na Av. Nazaré, Centro de Belém.      
Fonte: http://blogdoluisxiv.blogspot.com/2012/01/verdade-sobre-greve-pmbm-01-governo.html

Essa história ainda não está resolvida!

A verdade sobre a greve PM/BM (02): Comissão decide contra os interesses dos militares

Apesar de os jornais locais (que nunca foram confiáveis) alardearem que a “catiguria” policial e bombeiro militar aceitou a proposta do governo e cancelou a greve, a verdade é que somente um grupo de pseudo-sindicalistas, à revelia dos militares estaduais, aceitou o acordo.

Sargento Hélio, Sargento Haelton, Cabo Rosiclei e outros, que se auto-intitularam representantes dos militares paraenses, fecharam acordo com o governo apesar de os milhares de policiais e bombeiros, que estavam em frente ao CIG, NÃO terem aceitado a ridícula proposta de reajuste oferecida pelo Governo Estadual.

Hélio chegou ao cúmulo de apelar para o cansaço dos militares, que estavam há mais de 10 horas em frente ao CIG, para tentar convencê-los a aceitar os termos da negociação. Afirmou que ali todos estavam passando fome e correndo o risco de serem admoestados disciplinarmente pelo comando da PM, logo deviam aceitar o acordo.

Como os militares não concordaram com os termos da proposta, Hélio e os outros "representantes" ignoraram os seus colegas de farda e, desrespeitando a vontade da tropa, fechou com o governo do Estado.

Hoje a tropa se refere aos pseudo-representantes como “VENDIDOS”, afinal é inconcebível que aquele que representa alguém decida algo em desacordo com a vontade do representado.  

Deu no Blog do Wolgrand

A verdade sobre a greve PM/BM (03): Cabo Francisco Xavier, o representante do governo do Estado

Vejam o discurso do Cabo PM Francisco Xavier, presidente da Associação dos cabos e soldados da PM/BM, e avaliem a quem, de fato, ele representa: 

O cabo Francisco Xavier, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e dos Bombeiros do Pará, disse que “não adianta radicalizar” numa situação em que o governo se mostra disposto a negociar. “Por que greve?”, questionou. Segundo ele, “a sociedade precisa da segurança que nós damos para a população e nós precisamos da dignidade que o governo está nos dando” (extraído do jornal “O Diário do Pará”).

Segundo o ilustre representante do gover.., digo dos militares, a categoria jamais deveria pensar em greve porque o governo sempre os tratou com dignidade e, além de tudo, a sociedade precisa de segurança pública. Talvez devêssemos perguntar: A quem a Associação dos cabos e soldados da PM/BM defende? Com a palavra o Senhor Francisco Xavier Jatene.

MUDANÇA NO BLOG

TENDO EM VISTA O SUCESSO DE ACESSOS AO BLOG, A PARTIR DE AMANHÃ PASSAREMOS A UTILIZÁ-LO PARA REPASSAR INFORMAÇÕES DE INTERESSE DOS COLEGAS DELEGADOS! ACABADA A ELEIÇÃO IREMOS NATURALMENTE MUDAR O BLOG PARA APENAS UNIÃO&LUTA.

É a última das eleições, prometemos! Copie, cole, escute, veja e tire suas próprias conclusões: http://www.youtube.com/watch?v=YR5ApYxkU-U&feature=player_detailpage

Another Brick In The Wall, Pt. 2

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave us kids alone!
All in all you're just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall

"Wrong, Do it again!"
"Wrong, Do it again!"
"If you don't eat yer meat, you can't have any
pudding. How can you
have any pudding if you don't eat yer meat?"
"You! Yes, you behind the bikesheds, stand still
lady!"

Outro Tijolo no Muro (Pt. 2)

Nós não precisamos de nenhuma educação
Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento
Nenhum humor negro na sala de aula
Professores, deixem essas crianças em paz
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz
Em suma, é apenas um outro tijolo no muro
Em suma, você é apenas um outro tijolo no muro

Nós não precisamos de nenhuma educação
Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento
Nenhum humor negro na sala de aula
Professor, deixe essas crianças em paz
Ei! Professor! Deixe essas crianças em paz
Em suma, é apenas um outro tijolo no muro
Em suma, você é apenas um outro tijolo no muro

"Errado, faça de novo!"
"Errado, faça de novo!"
"Se você não comer carne, você não pode ter qualquer
pudim. Como você pode
ter pudim se você não comer carne? "
"Você! Sim, por trás da bikesheds, parado
senhora! "

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

173 X 148


Somos todos vencedores

Foi uma festa de democracia!
A eleição da Adepol-PA realizada no dia de hoje transcorreu de forma festiva, sem atropelos.
E ao final, na contagem de votos, a chapa “UNIÃO & LUTA” obteve maior número de votos.
Mas, todos podem creditar a si a vitória, pois, a nova gestão será de todos, indistintamente.
Vamos comemorar!


VITÓRIA! VITÓRIA! VITÓRIA!

COM UMA VITÓRIA INCONTESTÁVEL, A CHAPA "UNIÃO e LUTA" VENCEU PELA UNIÃO E POR UMA CLASSE QUE NÃO BAIXA A CABEÇA E NEM SE AMEDRONTA POR ATOS DE UM GOVERNO QUE CONCENTRA TODAS AS SUAS FORÇAS EM NÃO RESPEITAR OS DIREITOS DE UMA CLASSE TÃO SOFRIDA. UMA CLASSE QUE ALÉM DE NÃO TER ESTRUTURA MÍNIMA DE TRABALHO, NÃO TEM A SUA DIGNIDADE RECONHECIDA, POR UM GOVERNO QUE APENAS SE MOBILIZA PARA TENTAR NOS DIVIDIR E NOS JOGAR UNS CONTRA OS OUTROS, ATRAVÉS DE MANIPULAÇÕES DE COLEGAS, TENTATIVAS RIDÍCULAS DE ENTRAVES BUROCRÁTICOS E AS MAIS SÓRDIDAS ATITUDES PARA TENTAR NÃO CONCEDER O QUE É NOSSO POR DIREITO.
TENTARAM USAR A TÁTICA DO "DIVIDIR PARA CONQUISTAR"  E ENTENDA-SE AÍ QUE CONQUISTAR, É PARA ELES, O SINÔNIMO DE SUBJUGAR. MAS EIS QUE MOSTRAMOS QUE AS REPRESENTAÇÕES CLASSISTAS (DIFERENTES DE COLEGAS DO  GOVERNO) NÃO ESTÃO ATRÁS DE TRAMPOLINS E BAJULAÇÕES GOVERNAMENTAIS. O QUE QUEREMOS É DIGNIDADE A TODOS OS COLEGAS... TODOS... INCLUSIVE PARA AQUELES QUE SE DEIXARAM LEVAR PELO MEDO E PARA AQUELES QUE IMPUNHAM ESTE MEDO.
VAMOS SEGUNDA-FEIRA PARA A REUNIÃO COM O GOVERNO MAIS FORTES DO QUE NUNCA... MAIS UNIDOS DO QUE NUNCA... BUSCANDO UM ENTENDIMENTO DE FORMA SERENA, MAIS NUNCA DEIXANDO A DIGNIDADE DE NOSSOS COMPANHEIROS NO CORREDOR... ESTA E TODOS DE NOSSA CATEGORIA, SERÃO BEM REPRESENTADOS NA SALA DE REUNIÃO.
 
 
Colegas lotados no interior
 
chegam em massa para votar 



Conforme postagem anterior, já era esperada a chegada de colegas lotados no interior induzidos a votarem na chapa contrária a nossa "UNIÃO & LUTA", pois a cúpula da Polícia Civil e da Segurança Pública se incomoda com as ações das entidades da classe em ação e querem agradar ao patrão Governo Estadual.
 
Mais de vinte colegas lotados no interior, até as 14 horas já haviam chegado à sede da Adepol-PA para votar.
 
Os primeiros vieram  capitaneados pelo delegado FERNANDO ROCHA, filho do secretário de Segurança LUIZ FERNANDES ROCHA.
 
Mais tarde outros chegaram em companhia do Delegado-Geral e outros com o diretor do Interior SILVIO MAUÉS.
 
Esses colegas foram convocados para uma reunião realizada "coincidentemente" na manhã de hoje, dia da eleição da Adepol-PA, vindos de várias regiões do Estado, sendo notória, evidente, a tendência em votar na chapa contrária, a "Mudança e Compromisso", apoiada pela Administração, para não se opor ao Governo Estadual se eleita for.
 
Ocorrerá um verdadeiro desastre se a chapa contrária for eleita, pois é evidente que ficará submissa, acomodada, caladinha como "mineirinho", conforme pregou um de seus integrantes deixando a ver navios aqueles que tiram plantão, os que são lotados nas delegacias mais desaparelhadas da Região Metropolitana, os que não ocupam cargos de DAS, os que são lotados nas delegacias do interior que funcionam nas piores condições.
 
 
 

 

Deu na ORM hoje, 20/01/2012.

Policiais militares e bombeiros suspendem greve no Estado

Atualizada às 23h58

Mesmo a categoria aceitando a proposta do Governo apresentada nesta quinta-feira (19), no final da noite de hoje, um grupo isolado de policiais militares iniciaram um buzinaço pelas ruas da capital paraense informando que a greve está mantida. Cerca de 150 militares dizem que o objetivo do ato é mostrar que alguns batalhões estão com suas atividades completamente paradas.


'Eles venderam a tropa. Eles são uns traidores'. As frases foram ditas por vários dos que resolveram manter a greve. Eram os insatisfeitos com a decisão das lideranças ligadas às associações de PMS e bombeiros. Mostrando revolta, alguns ofenderam os líderes da categoria.

Segundo os manifestantes pelo menos cinco batalhões estão com as portas fechadas e eles dizem que não aceitaram a proposta apresentada pelo Governo e que não vão retornar ao serviço.


Os manifestantes seguem para Ananindeua onde alguns militares encontram-se aquartelados.


O Secretário de Segurança, Luiz Fernandes, esteve reunido com representantes das lideranças militares para tentar um acordo e impedir a greve da categoria nesta quinta-feira (19).

Após mais de 10h de reunião, no Centro Integrado de Governo (CIG), a categoria aceitou as propostas apresentadas pelo governo, que concedeu reajustes que variam de 18% a 26% aos salários dos policiais militares.


A categoria chegou a se manifestar contrária a decisão do Governo e informou que a greve seria iniciada no início da noite de hoje (19), porém, eles permaneceram reunidos com o secretario de segurança, e a secretaria de administração Alice Viana, onde a decisão foi: como o Governo atendeu parte da pauta de exigências da categoria, a greve está suspensa.


O governo concedeu ainda intersídio de 5% para os praças, ganho de 70% sobre a gratificação de risco de vida e ganho real de 7%. Também ficou definida a permanência da mesa de negociação com a categoria, a fim de discutir outras reivindicações dos militares do Estado, como o prazo de implantação da jornada de trabalho para 40 horas semanais; o adicional de interiorização e o auxílio fardamento para cabos e soldados, além de mais 30% na gratificação por risco de vida.

Todas essas reivindicações serão discutidas na mesa de negociação, considerando sempre as condições financeiras do Estado.

O governo foi representando na negociação pela secretária de Estado de Administração, Alice Viana; pelo secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Mendes, e pelo comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hegésipo Donato.

Veja a tabela de aumento dos militares, por patente, de acordo com o novo aumento:

Soldado: de R$ 1.905,50 para R$ 2.253,20

Cabo: de R$ 2.021,52 para R$ 2.434,61

Terceiro Sargento: de R$ 2.168,94 para R$ 2.635,13

Segundo Sargento: de R$ 2.439,16 para R$ 2.952,14

Primeiro Sargento: de R$ 2.569,12 para R$ 3.107,75

Subtenente: de R$ 2.726,82 para R$ 3.344,39

Redação Portal ORM com informações da Agência Pará
Fotos: Agência Pará

Diário do Pará de hoje, 20/01/2012.

Greve encerrada, mas restam tensões na tropa

Sexta-Feira, 20/01/2012, 06:57:03 - Atualizado em 20/01/2012, 07:11:40
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Greve encerrada, mas restam tensões na tropa (Foto: Bruno Carachesti)
Em vários batalhões, policiais não atenderam a ocorrências ontem (Foto: Bruno Carachesti)
Mesmo com informações da movimentação nos quartéis, o estado de greve de parte da Polícia Militar do Pará surpreendeu o governo que apostava num acordo logo após apresentar a proposta de reajuste. A aposta no sucesso da negociação vinha não apenas da confiança de que os números apresentados seriam convincentes, mas das dificuldades que os policiais encontram para se mobilizar e para realizar uma greve, já que o código de conduta da categoria é severo e prevê penas disciplinares e penais em caso de paralisação. A última greve da PM no Estado ocorreu em 1997, durante o governo de Almir Gabriel.
Ontem, o governo de Simão Jatene respirou aliviado porque conseguiu afastar o maior pesadelo que seria uma greve dos praças que poderia dividir ainda mais os oficiais, já que parte vinha demonstrando a disposição de apoiar, mesmo veladamente, o movimento.
A preocupação do governo não era por acaso. Os oficiais da PM do Pará estão divididos. Um grupo quer aceitar a proposta de reajuste salarial apenas a partir de março, com a apresentação de um projeto de lei propondo os novos valores. Os reajustes podem chegar a 100%. Boa parte dos oficiais, contudo, quer receber o mesmo reajuste que será dado aos praças e imediatamente. O argumento do governo é de que por uma questão de hierarquia, é preciso distanciar o salário dos oficiais dos praças que estão quase no mesmo patamar. Nos últimos anos, com o aumento do mínimo, as remunerações atreladas ao piso nacional foram crescendo enquanto aquelas que não têm relação com o salário mínimo foram encolhendo. Hoje, a diferença entre o que recebe um subtenente para o salário do tenente pode chegar a menos de 100 reais. 
NEGOCIAÇÕES
A proposta de esperar aumento maior para março tem apoio dos oficiais que comandam as negociações com o governo, entre eles o chefe da Casa Militar do Palácio dos Despachos, tenente coronel Fernando Noura, o chefe da Casa Militar da Assembleia Legislativa do Pará, tenente coronel Osmar Nascimento, e o comandante do Clube de Oficiais da PM, tenente coronel Hilton Benigno. O grupo, contudo, enfrenta a desconfiança de parte dos oficiais. “Eles têm interesse em mostrar serviço ao governo porque querem promoção”, disse um oficial ouvido ontem pelo DIÁRIO. Para parte dos oficiais, o ideal é que o comando da negociação estivesse nas mãos de um coronel. “São 25 coronéis. Por que não tem nenhum na mesa de negociação, além do coronel Daniel, que é o comandante? Um tenente coronel tem limitações que um coronel não teria”.
A divisão nos quartéis se revelou ontem pela manhã, quando os praças interditaram a Avenida Nazaré para chamar atenção para a paralisação. Os pneus dos carros do Batalhão de Choque foram esvaziados; alguns oficiais tentaram cumprir a ordem de deixar o comando para conter a manifestação, mas um grupo questionou e houve discussão acalorada.
FALTOU COMANDO
Entre assessores próximos ao governador, também há a avaliação de que faltou comando junto aos oficiais para trazê-los desde o início para o lado do governo, o que ajudaria a enfraquecer o movimento dos praças, caso a paralisação se concretizasse. (Diário do Pará)

Tem mais.

PM – E o sucateamento? E o desvio de função?

PMs e bombeiros saem de todo esse imbróglio com seus contracheques turbinados. E dentre eles, especialmente, o alto escalão, beneficiário histórico de uma avalancha de privilégios, que derivam dos conchavos político-partidário.
Perduram, porém, questionamentos que dizem respeito à população. Quais, por exemplo, as medidas capazes de aplacar o sucateamento da segurança pública, denunciada como mantra por policiais militares e bombeiros, ao longo de toda a mobilização da categoria?
E o desvio de função, que mantém nas sinecuras dos ambientes climatizados e a uma distância abissal das ruas expressiva parcela da corporação, em detrimento da segurança pública, o que deixa o conjunto da população à mercê da escalada da criminalidade?
O contribuinte, a quem cabe bancar toda essa farra de privilégios, certamente agradece, penhoradamente, uma resposta por parte dos atuais inquilinos do poder.